>A invenção da Mentira

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Imagine um mundo onde as pessoas são sinceras.  Uma sinceridade extrema, onde elas dizem o que realmente pensam ou sentem, sem o menor constrangimento, com toda grosseria da verdade mais cruel. Imagine um mundo onde ninguém soubesse o que é a mentira, nem se quer conhecem esse nome. Um lugar onde não exista hipocrisia, meias palavras, ilusão ou fantasia. Esse é o mundo do filme A invenção da Mentira”, do diretor Mattew Robinson.
Comecei a assistir pensando ser uma comédia daquela bem hilária, mas acabei me deparando com um filme sensacional e inteligente, daqueles que nos fazem pensar, refletir sobre nossa vida, a vida dos outros e nossa interação.
Entre algumas risadas há momentos em que senti um nó na garganta, uma certa melancolia. É inevitável não sentir algum constrangimento diante de tanta sinceridade, muito embora os personagens não se sintam assim, a não ser o protagonista Mark, que sem saber porquê, não se sente feliz com essa realidade tão extrema.

No mundo criado e protagonizado pelo comediante inglês  Rick Gervais, não existem mentiras nem ilusões, também não existem filmes, nem tão pouco religião. As pessoas não sabem mentir, não são capazes de criar,  abstrair ou  imaginar qualquer outra situação, senão aquela que é como é, sem reflexões.
Mark é um roterista da Lecture Films,produtora de filmes, cujos roteiros são simples descrições de fatos históricos, exatamente da forma como ocorreram, sem cenas ou algum tipo de representação, apenas com a leitura desses fatos. Considerado um fracassado, além de feio e gordo, Mark é demitido do emprego e leva um fora daqueles de uma linda mulher (Jennifer Garner) por quem ele é loucamente apaixonado. Em meio ao fracasso de sua vida, Mark descobre que pode mentir, imaginar outra realidade, e torna-se o homem mais poderoso do mundo. Todos acreditam no que ele inventa, apenas por ele dizer, mesmo sendo o maior absurdo (para nós), já que nesse mundo, não existem suposições, tudo que é dito é o que é.
E se já não bastasse tantos motivos para reflexão sobre verdade e sinceridade, o filme ainda fala sobre o que é preciso para ser feliz de fato. O equilíbrio entre amor, dinheiro e amizade.
Um mundo onde as fraquezas são totalmente expostas e reconhecidas, sem sonhos, sem criatividade, sem fé, regido pela aparência e posição social. Acho que Rick Gervais fez uma analogia, uma representação de um mundo interior. Todos os personagens possuem uma personalidade única, que somados compõe um único ser. Um egocêntrico, um inseguro, um feio, um bonito, um alienado, um agressivo, um esperançoso, mas carente. É a soma de todos os nossos sentimentos e medos, personagens vivos dentro de nós, que atuam em determinados momentos da nossa vida. Buscam algo, mas não sabem o que é. Conhecem o seus defeitos e limitações, sabem que precisam mudar, agir de maneira diferente, mas não o fazem, muitas vezes porque o orgulho não permite, nem sempre se incomodam com isso ou fingem não se incomodar. Vacilam diante do que realmente querem e do que lhe é imposto pelos outros, na maioria das vezes, cedendo ao que a maioria acredita. A maioria nem sabe o que quer.
Depois de um tempo, já não sei se o filme defende ou condena a mentira. Ao meu ver, a grande moral é que sem sensibilidade, imaginação, otimismo, gentilezas e cordialidades, não poderíamos ter evoluído como sociedade, ou até poderiamos, mas como no filme, seriamos uma legião de pessoas vazias, incompletas, perdidas e insatisfeitas, submersos num cotidiano de coisas fúteis, sem valor.
As vezes me pergunto se já não vivemos nesse mundo ou se já não estamos caminhando para ele. Como disse Luís Fernando Veríssimo: “Embaixo do oceano há um deserto.”

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A fórmula do sucesso

Vou aproveitar o clima cinematográfico e falar de um ator famoso por suas comédias. Sinceramente, gosto dele atuando em dramas. Com uma história de vida inspiradora: Jim Carrey.
Ele é protagonista de alguns dos meus filmes prediletos. Antes de conhecer seu talento dramático, confesso que achava suas performances bem exageradas. Mas, minha simpatia por ele se intensificou, quando assisti uma entrevista no excelente Inside the Actors Studio.  É uma história de vida sensacional, é um exemplo de determinação.

Nascido no Canadá, ele passou por muitos desafios para tornar-se a estrela de milhões de dólares. A mãe era maníaca depressiva. O pai não era nada obstinado  com seus projetos, o que levou a família inteira a ir morar num ônibus abandonado. Jim, aos 12 anos,  trabalhava num fábrica limpando banheiros 8 horas por dia e depois ia para a escola. Essa experiência o fez jurar que ia mudar sua vida. Suas loucas performances foram criadas como forma de animar a mãe acamada, e mais adiante o pai, que também sucumbira  numa depressão profunda ao ver os filhos passando tanta necessidade.
Sua primeira apresentação foi um desastre. Vaiado e ridicularizado, usava um terno amarelo confeccionado pela mãe. Mais tarde, um terno amarelo igualmente horroroso consolidaria o seu sucesso no filme o Máscara.
O ator tinha estabelecido sua meta: ser famoso. Enquanto amargava uma vida difícil, ao seguir para Holliwood em busca da sua meta, ele desenhou um cheque num cartão de arquivo e preencheu  no valor de 10 milhões de dólares nominal a si mesmo datado para o dia de ação de graças de 1995. Pouco antes do prazo, três dias antes do seu pai morrer, Jim recebeu o convite para atuar como Máscara por 10 milhões de dólares, o que deixou o pai muito orgulhoso e feliz. Percy Carrey foi enterrado com o cartão feito por Jim. O resto da história todo mundo conhece.
No site de Jim Carrey você pode ver fotos dele e de sua família, fotos incrivelmente íntimas, que não se vê em revistas, bem como vídeos de suas primeiras apresentações ainda menino. É bem bacana. Vale a pena conferir! (recomendo uma boa conexão, porque o site é muito legal, mas é bem lento!)
Contra todas as possibilidades, Jim Carrey chegou onde queria. Isso prova que todos nós temos as mesmas oportunidades, basta dedicação.
Antes de contestar,  o talento e sorte também ajudam, mas os dois também são estão disponíveis para quem tem muita determinação. Embora, muitas pessoas acreditem que o talento seja nato, quem se dedica muito a qualquer atividade pode realizá-la com a mesma qualidade. Além disso, talento sem foco, não leva a lugar algum!
Caso Jim Carrey tivesse ficado no Canadá, provalvelmente não teria chegado onde chegou. Além do talento, da sorte, da dedicação, ainda devemos estar no lugar certo! Parece bem dificil. E de fato é. Mas, não impossível.
Por exemplo, se analisarmos a trajetória do presidente Lula, veremos que apesar dele ter talento para a oratória popular e ser conhecido há muito tempo, ele só conseguiu chegar onde queria, depois de ser bem  “treinado” e “orientado” para isso.
Na matéria “O segredo do Sucesso” da Revista Superinteressante, quem se dedica, com afinco, 10 mil horas a qualquer atividade, será boa nela. Inclusive, há uma fórmula para o sucesso: Motivação+treino+autocontrole+sorte=sucesso
E você? O que anda fazendo para alcançar o seu sucesso?

Arte que ensina a viver

A Arte não imita a vida. A Arte também ensina a viver. 
Quando recomendo filmes ou livros, geralmente recomendo aqueles cuja mensagem é de aprendizado, pelo menos para mim. Filmes ditos “papo-cabeça” são mais complexos, porém são os que mais possuem lições de vida. Só que alguns podem ser bem chatos!
Como muita gente não têm paciência com filmes complicados,  é bom saber que todos os filmes trazem em sua mensagem uma lição de vida, que resume sua história, da mais violenta das aventuras até a mais boba comédia.

Li uma matéria excelente na seção Mente Aberta da Revista Época sobre as lições de vida do cinema. Segue abaixo, alguns filmes muito conhecidos e suas respectivas lições, que alegram, emocionam e inspiram qualquer pessoa. Eu aumentaria essa lista para uns 50 filmes, pelo menos! Mas, não dá! Portanto, se você está procurando a solução para um problema e não sabe por onde começar, talvez na locadora ou na tv a cabo, esteja a inspiração que lhe falta!

A amizade supera as diferenças 

Filme: A era do gelo 
Roteiro: O grupo de amigos de espécies diferentes se une para ajudar o próximo.
Lição: É natural que a vida nos encaminhe para rumos diferentes dos de nossos melhores amigos. Mas, quando surgem dificuldades, é com eles que temos de contar.

 
Como não esmorecer diante de problemas desesperadores

Filme: Procurando Nemo
Roteiro: Merlin, pai de Nemo, está inconsolável. Seu filho foi levado por mergulhadores para o outro lado do oceano. Ele consegue encontrá-lo, com a ajuda de uma amiga, Dory.
Lição: Talvez a melhor lição de um filme cheio de lições seja a canção da amnésica Dory: “O chefe acabou com o seu dia? Levou o maior fora da sua vida? Sua sogra vai passar o fim de semana na sua casa? Cante com Dory: “Quando a vida decepciona, qual é a solução? Continue a nadar, continue a nadar, a nadar…”

Como melhorar a autoestima

Filme: Julie & Julia
Roteiro: Julie (Amy Adams) é uma funcionária pública frustrada. Lê o livro sobre cozinha de Julia Childs (Meryl Streep) e se impõe o desafio de repetir todas as suas receitas. O “diploma” seria o pato recheado.
Lição: Impor-se uma tarefa difícil, mas possível – e, de preferência, prazerosa –, pode elevar a autoestima e até trazer benefícios inesperados. No caso de Julie, seu blog virou um sucesso e sua vida melhorou.

Como vencer as máquinas 

Filme: O exterminador do futuro
Roteiro: Uma máquina é enviada do futuro para matar a mãe do líder dos humanos na guerra entre robôs e gente. Sarah Connor (Linda Hamilton) consegue esmagá-la em uma prensa.
Lição: Não tente fazer isso em casa. Chame um eletricista.

Nunca é tarde para se arrepender

Filme: Guerra nas estrelas
Roteiro: Ao final de três filmes inteiros posando de vilão, Darth Vader se sacrifica para salvar o filho.
Lição: A vida familiar dos Skywalkers nunca foi muito saudável. Além de abandonar a mulher grávida, Darth Vader tornou-se o pior inimigo do filho Luke, a ponto de cortar sua mão direita em uma luta. Seu passado nada exemplar não o impede de entregar sua vida para dar cabo do imperador Palpatine, salvando Luke – e de quebra a galáxia. Na conversa final entre pai e filho, sem máscara, o vilão finalmente encontra a paz. Nunca é tarde para fazer a coisa certa.

Nunca aceite comida de estranhos

Filme: Branca de Neve e os Sete Anões
Roteiro: A bruxa disfarçada de velhinha oferece uma maçã envenenada a Branca de Neve, enquanto os sete anões estavam no trabalho.
Lição: O conselho que Mamãe sempre Recomenda! Vale para vários aspectos da vida, não só a comida. A fábula ilustra os riscos da sedução. Nem sempre o que parece apetitoso é saudável – e isso vale para romances, trabalho, lazer, amizades…

Como transformar adolescentes rebeldes em jovens responsáveis 

Filme: Ao mestre com carinho
Roteiro: Um jovem engenheiro desempregado aceita o trabalho de professor num subúrbio de Londres, onde encontra alunos indisciplinados.
Lição: Confrontado com a rebeldia, Mark Thackeray (Sidney Poitier) desiste de ensinar-lhes a matéria e passa a dar aulas de comportamento e postura, demonstrando que não há progresso sem atitudes positivas. Usa leituras e incute neles orgulho de suas origens e opiniões, insistindo para que busquem seu caminho próprio. Inspira-os, em vez de tentar domá-los.

Quem vê cara não vê coração

Filme: Shrek
Roteiro: O ogro verde vê sua paz ameaçada quando o governante de Duloc, Lord Farquaad, expulsa todas as criaturas mágicas para o pântano onde mora. Shrek então se vê forçado a buscar a mulher dos sonhos de Farquaad, a princesa Fiona, que vivia adormecida num castelo protegido por um dragão.
Lição: Shrek é feio, mas tem o coração puro. E a princesa, que também era meio ogro sem saber, escolhe ficar com ele.

Como conquistar seus filhos 

Filme: Uma babá quase perfeita
Roteiro: Daniel (Robin Williams) se divorcia e perde o contato diário com os filhos. Decide, então, se passar por babá para ficar mais perto deles.
Lição: Como pai, Daniel era meio irresponsável. Ao assumir o disfarce de babá, teve de agir como alguém que impõe limites aos filhos. Acabou ganhando o respeito deles.

O valor da amizade

Filme: O náufrago
Roteiro: O funcionário da FedEx Chuck Noland (Tom Hanks), náufrago em uma ilha, desenvolve uma relação de amizade com uma bola de vôlei furada, que ele trata como senhor Wilson.
Lição: Um amigo é um amigo. Ninguém vive sozinho. Nem que seja uma bola! O importante é cultivar uma relação verdadeira.

Como entender sua mulher – ou seu marido

Filme: Se eu fosse você (1 e 2) 

Roteiro: O casal Cláudio (Tony Ramos) e Helena (Glória Pires) tem uma grande discussão. No dia seguinte, eles acordam com os corpos trocados.
Lição: Não existe essa mágica. Mas colocar-se no lugar do outro ajuda a entender como ele (ela) pensa, sente, age. E cria uma relação de mais respeito.

Como vencer um adversário imbatível 

Filme: Quando éramos reis
Roteiro: O filme mostra a preparação de Muhammad Ali para enfrentar o então campeão do mundo de boxe, o superforte George Foreman, no Zaire, em 1974.
Lição: Se você acredita em si mesmo com toda a sua força, pode fazer o mundo acreditar na sua capacidade de vencer, não importa o tamanho do problema que você terá que lutar, torne-o menor que você!

Um grupo unido vira um exército

Filme: 300
Roteiro: 300 soldados, bem comandados e motivados vencem uma batalha contra um exército de milhares.
Lição: A força de um grupo é maior que a soma das partes. Ao formar um círculo fechado, protegido pelos escudos de todos, os alvos se tornam uma carapaça intransponível. É desse grupo coeso que, de vez em quando, sai um golpe individual – para em seguida voltar à proteção do grupo. Fora do campo de batalha, vale a transposição do ensinamento: para aproveitar a força do grupo, é preciso ter disciplina de grupo.

Otimismo demais é idiotice 

Filme: A vida de Brian
Roteiro: Brian, o menino nascido no mesmo dia que Jesus, é crucificado junto a seus comparsas em uma paródia hilariante do Novo Testamento, do grupo Monty Python.
Lição: Se você está sendo crucificado e, a seu lado, alguém canta “Sempre olhe o lado bom da vida”, esse alguém é um idiota.

Como conquistar o respeito

Filme: O poderoso chefão
Roteiro: O primeiro filme da série, inteiro, mostra como Don Corleone (Marlon Brando) comanda uma família mafiosa.
Lição: Um bom líder segue alguns princípios: lealdade a quem lhe é leal; tratar de forma diferente pessoas diferentes; ouvir mais do que falar; manter sua palavra, sempre; considerar todos os impactos de suas ações, nas diversas áreas; e lembrar que as razões de negócio se sobrepõem às paixões (e à vingança), mesmo nos assuntos mais cruciais, de vida e morte.

A vida é melhor do que parece 

Filme: Tudo pode dar certo
Roteiro: Boris (Larry David) é um gênio pessimista e ranzinza. Ao tentar o suicídio pela segunda vez, cai em cima de uma mulher – por quem se apaixona.
Lição: Como em vários filmes recentes de Woody Allen, o recado é: racionalmente, a vida não tem sentido. Mas a realidade insiste em nos presentear com momentos de graça, amor, ternura, amizade, alegria. Aproveite!

Fantasias e perguntas

Já que fiquei um tempo sem recomendar filmes, vou recomendar mais um! Outro filme que mistura imaginação e realidade. Gosto de sair do ciclo de Hollywood. Encontram-se grandes tesouros artísticos em vários lugares, mas a Espanha é um berço rico de filmes especiais, porém complexos.
Essa nova recomendação é um pouco polêmica. Tenho certeza que muitos nem ouviram falar desse filme. Definitivamente, não é  para moralistas. Os mais assanhados(as) podem prestar atenção somente nos pormenores (ou “pormaiores!”) e deixarem de perceber a riqueza e originalidade desse filme. Falo de “Lucia e o Sexo” do diretor Julio Medem. 

Não julgue um livro pela capa, não julgue um filme pelo nome. Nesse caso, apesar de ter sim, várias tórridas cenas de sexo, daquelas de chocar mesmo, mas o intuito do filme não é esse. A razão para tanto sexo, inclusive no nome, não é a apelação, segundo o próprio Júlio Menem, diretor do filme: O sexo me interessa como elemento gerador de fantasias, fabulações, trajetórias e perguntas”.

Apesar do nome, a personagem principal é o escritor Lorenzo. O filme mistura  a história, que o Lorenzo escreve, com a vida dos outros personagens. Há muitas idas e vindas no tempo, e uma tragédia pessoal, faz o depressivo Lorenzo não aceitar a realidade das coisas, então os personagens do seu livro, bem como os do filme, têm a oportunidade de recomeçarem suas vidas de uma maneira mais feliz.
É um excelente filme sobre a vida, sobre começo e recomeço, morte e vida, ilusões e decepções, descobertas e surpresas, sobre como estamos à mercê dos nossos desejos e como deixar-se levar pelos impulsos pode alterar o nosso destino.
Para mim, é um filme extraordinário! É um cult, visto por poucos, admirado por muitos.
Recomendadissímo!

Fonte e imagem: Sream & Yell

Sonho x Realidade

Há algum tempo, assisti o filme “O Labirinto do Fauno” do diretor Guilhermo Del Toro. Eu já devia ter feito um post sobre esse filme, primeiro porque adoro esse filme, depois porque trata-se de uma obra-prima. Não, pelos inúmeros prêmios que ganhou, inclusive 3 Oscars, mas pela maneira como impressiona quem o assiste. Talvez a sinopse espante as pessoas, que não gostam muito de filmes fantásticos, porém, se você abrir uma exceção, certamente, mudará de opinião.

O filme tem como cenário a Guerra Civil Espanhola e narra a história de uma menina, Ofélia, que parte com a mãe para um acampamento militar onde seu novo marido, um sanguinário capitão franquista, combate rebeldes anarquistas e republicanos escondidos na floresta. Nesse cenário violento, Ofélia encontra um labirinto onde vive um fauno. Este, se assemelha ao deus grego Pã, sátiro deus dos pastores, caçadores e dos rebanhos que devido a sua conduta assumiu-se como um deus pagão. Após examiná-la, ele afirma ser ela a princesa desaparecida do reino subterrâneo do qual o labirinto é apenas o portal. Para conseguir obter a volta para seu mundo, Ofélia é, então, obrigada a executar três tarefas dadas pelo Fauno. O filme mistura fantasia e realidade, e o final pode ser feliz para os otimistas ou trágico para os pessimistas/realistas.
É preciso alertar, que não se trata de um filme para crianças. Aliás, muito adultos, um pouco mais sensíveis, poderão se chocar com algumas cenas. Trata-se de uma fábula sombria, recheada de metáforas e alegorias. É forte e violento, mas ao mesmo tempo, fascinante e surpreendente.
Os atores são fantásticos. A atuação é tão boa, que o vilão, que faz parte da realidade (Sergi Lopez.), é o ser mais asqueroso e repugnante, apesar de todas as criaturas esquisitas do filme. A menina Ofélia (Ivana Baquero) dá um show de interpretação.
Apesar da mensagem original, ter um fundo politico-social, eu acho que a mensagem mais importante mesmo é que não importa a realidade que você é obrigado a encarar; se você sonha e acredita numa vida melhor, o sofrimento não te abaterá, nem desviará o seu caminho.
Assista, eu recomendo mesmo! Você, com certeza,
vai se surpreender.
Fonte: Wikipedia/ Imagens:Adoro Cinema

Você no país das maravilhas

“Se você não sabe para onde quer ir, qualquer caminho serve…” Essa é a frase que o gato cita para Alice, quando ela o questiona por qual caminho ela deve seguir.

 

 A história de “Alice no país das Maravilhas” é exatamente  sobre como enfrentar os nossos medos, conhecer e reconhecer nossas potencialidades, descobrir o caminho certo e despertar a motivação para a realização dos nossos sonhos. Na verdade, o país das maravilhas, é o mundo real, depois que ela mergulha dentro de si, enfrenta tudo aquilo e retorna vitoriosa e forte. Dentro de si, ela precisa se tornar pequena para abrir as portas da sua consciência, torna-se grande demais para caber em si mesma, diminui mais ainda para descobrir sua coragem, até enfim recuperar sua forma. Mesmo assim, para descobrir seu caminho e vencer o monstro da baixa-estima, ela teve que acreditar em 6 coisas impossíveis. E você? Acha impossível acreditar em si mesmo?Quando não conhecemos nosso potencial, não valorizamos nossas habilidades, não sabemos nossos objetivos, basta esperar o tempo passar, pois qualquer caminho nos leva à  insatisfação com a própria vida.

Sempre me pergunto por que algumas pessoas são mais motivadas do que outras? Por quê algumas pessoas são tão obstinadas e dedicadas à realização dos seus sonhos, dos seus objetivos, enquanto outras esperam pela oportunidade, mudam de direção ou simplesmente desistem dos seus planos? E por quê algumas pessoas, que julgamos sem talento algum, alcançam o sucesso?
A natureza dá a maior de todas as motivações a todos os seres vivos: a vida. Para defender a existência, todos os seres nascem com habilidades especificas para a manutenção da vida. Assim, uma aranha não precisa aprender a fazer sua teia, um passarinho não precisa a fazer seu ninho, um bebê não precisa saber, que chorar é motivado por sua necessidade de sobrevivência. Assim, a motivação é algo inato, está dentro de nós.
Motivação é o impulso interno que leva à ação. Quando direcionamos nosso pensamento, nossa atenção a um objetivo, que consideramos positivo e vital, ativamos nosso comportamento, através de diversas sensações, como o anseio, a vontade, o desejo, o esforço. Portanto, algumas pessoas têm mais facilidade para direcionar sua atenção e vontade no realizar dos seus sonhos. Mas, essa oportunidade é dada a todos.
Estar motivado e  dedicar-se com afinco à realização dos nossos objetivos, implica em superar uma série de obstáculos biológicos, físicos e mentais. Também tem haver com o modo como lidamos com o fracasso, com esses obstáculos. Quem topa encará-los, vai em frente. Quem tem medo, fica parado.
Dificilmente, alguém consegue vencer tudo isso sozinho. Seguindo o exemplo de Alice, para vencer, ela teve ajuda de vários outros personagens. Claro, que todos os personagens, eram uma representação do seu íntimo, mas o principal incentivador de Alice foi seu pai, que sempre enalteceu suas qualidades e na própria vida, lutou para realização da sua visão de mundo, que muitos consideravam impossível.
Acredito que o sucesso nunca é mérito individual. Mesmo não tendo a competência ou conhecimento  suficientes para ser o que almejamos ser, se  servir de propósito para que outros alcancem o seu próprio sucesso, receberemos o incentivo necessário para vencer. Isso explica o porquê algumas pessoas alcançam o sucesso sem estarem de fato preparadas para isso.
O que atribuímos à sorte, é sempre o reconhecimento de alguém por aquilo que fazemos bem, nem que seja apenas acreditar em nós mesmos. 
Se você já se sente realizado em muitos aspectos, procure em sua trajetória, as pessoas que lhe colocaram no caminho certo, que te motivaram a ser o que você é hoje. Seja grato.  Talento e dedicação não são suficientes para tornar nossas conquistas possíveis. Saiba reconhecer a importância dos outros na conquista da sua vitória. Seja importante na vitória de alguém. Quem recebe incentivo e apoio fica motivado a realizar seus sonhos com ânsia e otimismo.
Imagens: Alice, Gato, Peixe, Incentivo

Envelhecer não é um castigo.

Ontem eu revi “O curioso caso de Benjamim Button”. Na primeira vez que assisti esse filme eu chorei muito. Na segunda também. Mas, eu também já chorei assistindo um monte de outros filmes. Sou muito emotiva mesmo. Piscianos são assim.  Só que esse filme tem uma pegada forte na consciência. O breve tempo de viver e como vivê-lo. 
Não há quem não tema o avanço do tempo. Nosso corpo é um relógio. Ele marca a passagem do tempo em todas as partes, principalmente na pele. Mas, dentro de nós esse tempo é diferente. Não  tem a mesma velocidade, mas nesse mesmo tempo, deixamos de lado tantas coisas, pessoas e oportunidades porque o correr desse tempo assim nos obriga.
Em uma entrevista a uma revista, o diretor Daniel Filho afirma que não se arrepende de suas mancadas na vida, porque elas também moldaram a pessoa, que ele é hoje. Nesse tempo que corre, não temos muito tempo para pensar no que passou, principalmente se fomos felizes. Geralmente, são as mancadas que nos ensinam a viver. Mas, quem já nasce sem muita expectativa, vive a vida de maneira mais intensa, e ensina muito mais aqueles que cruzam o seu caminho do que realmente aprende ou entende sua situação. Porque quem não tem muito tempo, não perde um minuto.
O medo de envelhecer, de ver nosso tempo correr e chegar ao fim não é suficiente para que saibamos valorizar cada instante.
Para quem não conhece a história do filme, Benjamin Button nasce com aparência e saúde de alguém com 80 anos. Abandonado pelo pai, depois que a mãe morre no parto, é deixado num asilo e criado pela mesma mulher, que cuida de todos na casa. Acostumado à incostância da vida,  ele que todos achavam não ter muito tempo, passa sua infância vivendo sua velhice. E a cada ano torna-se mais jovem fisicamente. 
O amor, que ele conheceu na infância, mas não pôde vivê-lo já que todos
achavam, que ele tinha a idade que aparentava, é a verdadeira razão de sua vida. E emociona quem assiste essa história íncrivel. São 3 horas de sensibilidade, de amor e descobertas dos seus próprios sentimentos. É um tempo dedicado à reflexão do que fazemos e esperamos do tempo que nos resta. É a descoberta, que envelhecer não é um castigo, mas deixar a vida passar em vão é o maior erro que podemos cometer.
Pelo conjunto da obra, que para ser mais perfeita, ainda inclui Brad Pitt, eu recomendo esse filme. Nota: Brucutus, impacientes e insensíveis podem se incomodar. Ignore-os!
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