Rainhas do Drama

Há algum tempo recebi um e-mail do “Diário dele e dela”. É hilário, muito engraçado.  É a mais perfeita descrição de como nós, mulheres, somos capazes de sofrer baseadas apenas na nossa fértil imaginação. Para quem não conhece o e-mail, eis um resumo:
“O diário dela:
No Sábado à noite ele estava estranho. (…)Fomos a um restaurante e ele AINDA agindo de modo estranho. (…)Perguntei,e ele disse que não era eu. Mas não fiquei muito convencida. (…) Finalmente chegamos a casa e eu já estava pensando se ele me iria deixar! Por isso tentei fazê-lo falar, mas ele ligou a televisão, e sentou-se com um olhar distante que parecia estar me dizendo que estava tudo acabado entre nós. (…).Mais ou menos 10 minutos ele foi se deitar também e para minha surpresa, correspondeu aos meus avanços e fizemos amor. Mas ainda parecia muito distraído, e depois quis confronta-lo e falar sobre isso, mas comecei a chorar e chorei até adormecer. Já não sei o que fazer. Tenho quase a certeza que ele tem alguém e que a minha vida é um autêntico desastre.
O Diário dele:
Time de merda! Perdeu mais uma vez. Pelo menos dei umazinha.”

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A euforia induz ao equívoco

Errar é humano. A frase é batida, mas seu teor é muito verdadeiro. Repetir o erro não caracteriza burrice, apenas confirma que somos humanos. Não importa o quanto aprendemos, quantas mil vezes já fizemos algo. Erramos outra vez. E sendo humanos, erramos novamente ao lidar com o engano. Tentamos encobrir ou jogar a culpa em outra pessoa. Se não somos felizes, a culpa é de quem nos acompanha. Se não conseguimos emagrecer, a culpa é da correria do dia a dia, que nos obriga a comer fora de hora. Se a grana não dá para pagar as contas, a culpa é do salário que é baixo. Enfim, sempre haverá uma desculpa para não assumirmos que falhamos.

 

Mesmo criando desvios para não topar com as consequências do equívoco, na nossa consciência ele bate forte. Pelo menos na minha bate, bate e me derruba!
Não gosto de cometê-los. Principalmente, quando tenho a melhor das intenções!
erroPor exemplo, eu adoro ler bons textos, conhecer e indicar sites e blogs. Mas, quando me identifico mesmo com um bom texto, gostaria que todos o conhecessem. Na verdade, sou assim com tudo, com lugares, comida, filmes, música, pessoas. Dever ser coisa de mãe, ainda por cima, pisciana!
Mas, tendo um blog, achei que poderia ser mais fácil compartilhar essas coisas boas. Sempre coloco link, mas sei, por experiência própria, que é muito difícil a gente clicar. Então, pensei, cá com meus botões: “Vou abrir um espaço, para colocar trechos de textos de blogs e sites, que eu me identifiquei, assim quem gostar também, pode ir até a fonte e lê-lo completamente.” Sou muito rígida em relação à direitos autorais. Tenho pavor de plágio. Por isso, os créditos são fundamentais. Enfim, achei que ia ser ótimo. Ledo engano!
O primeiro texto que eu coloquei, um post antigo, peguei um trecho grande, porque o post é bem extenso, coloquei todos os créditos, inclusive na página o título direcionava o link para o post original. Avisei o cidadão o que eu tinha feito, e se caso ele não estivesse de acordo, era só me avisar, que eu retirava imediatamente. Enfim, ele não gostou, me denunciou ao Google como se eu estivesse duplicando conteúdo. Ele tem todo o direito de não gostar, tanto que eu o avisei para entrar em contato comigo. Mas, eu fiquei muito chateada. Primeiro pelo erro em si, fruto da minha ignorância, não pensei que estaria comentendo praticamente um “crime”. Depois porque, eu jamais agiria assim. Gosto muito de escrever, e fico muito feliz em saber que as pessoas gostaram do que eu escrevi a ponto de querer compartilhar.
Não vou tentar justificar meu erro. Assumo-o e peço minhas sinceras desculpas. O post já não existe mais. O que era euforia, virou frustração. E agora tenho um feed a menos para ler. Esse equívoco, eu não cometo mais.
Imagem: Erro
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