Bytes para o Amor

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Já declarei meu amor pela internet várias vezes. Esse mundo ilimitado e sem fronteiras de informações, pessoas e coisas, me fascina. Nesse universo de gigabytes, as pessoas podem ser o que quiserem, podem mostrar o seu talento, podem estudar, jogar, transar, discordar, trair, brigar e amar. Tudo o que movimenta essa realidade pararela da nossa vida está, de fato, dentro de nós, não nos bytes! Esses sentimentos são tão reais, quanto a vida que continuamos a viver, quando desligamos o computador. Assim, por ser um mundo criado por nós, ele sobrevive de sonhos e esperanças de muitos, da ganância e cobiça de outros, da inveja e do ódio de alguns e da fé e criatividade de poucos.

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Nem juntos, nem separados. Nem certos, nem errados

Depois de anos de um casamento conturbado, finalmente eles se separaram. Não havia mais diálogo, respeito, consideração, não havia mais amor. Depois de muitas ofensas, mágoas e tristezas, cada um seguiu o seu rumo. O patrimonio construido a dois, fora dividido. Os filhos, já crescidos, não tomaram partido – pelo menos não
Figure Study – Dan Stabrookv-2004
assumidamente, mas se inclinavam para o pai. A família lamentou, que ela não era compreensiva, que devia ter mais paciência. Os amigos confirmaram, que o fim era a solução mais saudavel. 
Depois de anos de uma convivência conflitante, ela se deu conta que estava sozinha.
Teria que começar uma vida nova, mas depois de tantos anos cuidando dele e dos filhos, não sabia mais como cuidar de si.
No primeiro momento, ela sentiu uma alegria, um alívio. Dormia tarde, acordava sem pressa nem obrigações. Comia qualquer coisa, o fogão não era mais o seu algoz. 
Resolveu que precisava se exercitar e fazia longas caminhadas para espairecer. Finalmente, ela tornou-se dona do controle remoto, assistiu todas as novelas e romances da programação.
Pensou em procurar um emprego, mas só sabia trocar fraldas, tirar mancha de molho de tomate e fazer uma carne de panela maravilhosa.
Space Bride – Dean Chamberlain
Pouco tempo se passou. E de alguma forma inexplicável, ela sentiu saudades. Acordou assustada depois de sonhar com ele. Por vários dias, ela lamentou, que ele fosse como era. Gostaria que ele fosse como ela imaginava. E apesar dos pesares, ela pensou que podia ter sido diferente, se ele fosse diferente, se ele agisse diferente, se os filhos concordassem com ela, que ele precisava mudar.
E de tanto pensar no que ele poderia ter feito e não fez, ela se deu conta do que também não tinha feito. E concluiu, que se talvez, ela tivesse agido diferente, ele também seria outro. E essa história não seria deles.
Talvez essa história seja sua. Talvez seja dele. E se apesar dos pesares, viver longe é pior do que junto, ao invés de apontar o que ele não oferece, pense naquilo que você merece. Se  já fez tudo o que podia ser feito e mesmo assim não teve jeito, anote para não esquecer: para viver em união, cada um é cada um, juntos ou somados, não somos um, somos um milhão.
Tango – Emil Schildt
Compartilhar a vida não é fácil. Culpar o outro pelos nossos desenganos não é difícil. Reconhecer que possamos estar errados é raro. Achar que o outro é que deve mudar é humano. Pensar que agindo de maneira diferente, podemos mudar tudo, é divino!
Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. “Pros” erros há perdão; “pros” fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.” Sarah Westphal

Antes de rumar para a casa da mamãe ou chamar por ela, recomendo um ótima leitura: “Não discuta a relação” de Patricia Love e Steven Stosny. Descubra ou reconheça, que além dos homens e das mães, todas as mulheres são iguais… só mudam de endereço!
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